ANÁLISE DA EXPRESSÃO DE MMP-9 NA MUCOSA JUGAL DE PACIENTES COM EPIDERMÓLISE BOLHOSA RESIDENTES NO ESPÍRITO SANTO
Nome: RAPHAELLA THAYNA RODRIGUES CORRÊA
Data de publicação: 25/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DANIELLE RESENDE CAMISASCA BARROSO | Examinador Interno |
| JOÃO DE JESUS VIANA PINHEIRO | Examinador Externo |
| LETICIA NOGUEIRA DA GAMA DE SOUZA | Presidente |
Resumo: A Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença genética rara marcada por fragilidade mucocutânea, formação de bolhas e repercussões funcionais em todo o organismo, incluindo a cavidade oral. Estudos celular e molecular dos tecidos afetados podem contribuir para ampliar o entendimento dos diversos quadros clínicos na EB. As metaloproteinases de matriz (MMP) são enzimas envolvidas na remodelação tecidual, desenvolvimento embrionário e cicatrização de feridas. Contudo, sua atividade também está associada a condições patológicas, incluindo inflamação, carcinogênese e migração celular. Dentre as diferentes MMPs, a MMP-9 participa de processos fisiológicos e patológicos, sendo que sua expressão é descrita, especialmente no contexto da tumorigênese, em células tumorais e inflamatórias. Diante desse contexto, este trabalho investigou a expressão de MMP-9 em esfregaços da mucosa jugal de indivíduos EB e controles e explorou correlações clínico-patológicas. A citologia esfoliativa foi a técnica escolhida por ser simples, reprodutível, atraumática para mucosas frágeis e com potencial para coletas seriadas. Para a marcação, foi utilizada a imunocitoquímica e revelação em DAB. Foram avaliadas 1000 células por paciente de forma cega e por um único investigador previamente calibrado. Um total de 20
pacientes formaram o grupo EB. O controle (n=20) foi pareado com a amostra EB quanto ao sexo e idade. As células foram classificadas em marcadas e não marcadas. O teste estatístico aplicado foi o de Mann-Whitney. A análise intragrupo revelou mais célula s não marcadas do que marcadas, tanto na amostra controle quanto na EB (p<0,0001). Na comparação entre os grupos, apesar de observarmos aumento de células marcadas no grupo EB, o achado foi discreto (p=0,9948). Na comparação entre casos graves (EB Juncional e EB Distrófica) e respectivo grupo controle também não houve diferença no padrão de marcação. De forma semelhante, não foram observadas diferenças na marcação entre os sexos (p=0,2141). Análise qualitativa revelou infiltrado inflamatório em 7 (35%) casos do grupo EB, sendo 6 de EB Distrófica e 1 EB Simples. Esse achado não foi observado no grupo controle. Os resultados sugerem padrão semelhante de expressão de MMP-9 em esfregaço da mucosa jugal entre pacientes EB e não EB. Por outro lado, células inflamatórias foram encontradas
apenas em casos EB. Por fim, a citologia esfoliativa cumpriu seu papel como abordagem minimamente invasiva e economicamente acessível para vigilância da mucosa, podendo ser uma ferramenta adicional para acompanhamento longitudinal de pacientes EB.
