O HETEROCONTROLE DA FLUORETAÇÃO DA ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO NA PERCEPÇÃO DOS TRABALHADORES DA VIGILÂNCIA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Nome: ANA CARLA LAYBER PORTO
Data de publicação: 10/07/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ADAUTO EMMERICH OLIVEIRA | Examinador Interno |
| CAROLINA DUTRA DEGLI ESPOSTI | Coorientador |
| KARINA TONINI DOS SANTOS PACHECO | Presidente |
| PAULO FRAZÃO | Examinador Externo |
Resumo: A fluoretação da água para consumo humano é a medida de saúde pública de maior relevância, dada a sua comprovada ação no controle da cárie dentária. O setor de vigilância em saúde ambiental dos municípios é responsável pelo heterocontrole da fluoretação da água que assegura níveis ideais de fluoreto na água, promovendo a saúde bucal da população e evitando riscos. Diversas falhas no processo de heterocontrole têm sido registradas. O objetivo deste estudo foi verificar a percepção dos trabalhadores da vigilância em saúde ambiental em relação ao heterocontrole da fluoretação da água de abastecimento público no estado do Espírito Santo, Brasil. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa com dez profissionais da vigilância em saúde ambiental de nove municípios de diferentes portes populacionais das três
regionais de saúde do estado do Espírito Santo (Brasil). As entrevistas individuais, realizadas seguindo um roteiro semiestruturado, foram gravadas e transcritas na íntegra. A Análise de Conteúdo Temática foi realizada segundo Bardin. O
heterocontrole da fluoretação da água foi percebido como importante para a qualidade da água, entretanto não era realizado por oito entrevistados. As capacitações e o apoio do estado foram facilitadores da vigilância da qualidade da água, enquanto a falta de insumos e transporte, sobrecarga de trabalho, rotatividade de cargo, falta de capacitação sobre fluoretação e seu monitoramento foram dificultadores. As percepções positivas sobre o trabalho de vigilância da água predominaram, dado o
seu papel social. Percepções negativas surgiram por sobrecarga de trabalho e falta de capacitação, sendo este último tema o mais apontado para melhoria do trabalho no Programa Vigiágua. Conclui-se que muito pouco se relacionou o heterocontrole da fluoretação com a qualidade da água, e que o trabalho de vigilância depende de disponibilização de condições de trabalho adequadas para desempenhar o monitoramento do parâmetro fluoreto, viabilizadas pelos gestores em saúde, incluindo programas de educação permanente. Assim, a vigilância da água será mais efetiva, de forma que a fluoretação faça parte da qualidade da água ofertada.
