Avaliação de Trincas em Ápices Radiculares Submetidos à Crioterapia Com Nitrogênio Líquido In Vitro, Por Meio de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico

Nome: Elcia Bravin de Carvalho
Tipo: Dissertação de mestrado profissional
Data de publicação: 01/09/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Daniela Nascimento Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Daniela Nascimento Silva Orientador
Martha Chiabai Cupertino de Castro Examinador Interno

Resumo: A crioterapia com nitrogênio (N2) líquido tem se mostrado eficaz na eliminação de microrganismos como os Enterococcus faecalis, mas seu uso em cirurgias parendodônticas ainda é incerto, pois seus efeitos sobre os tecidos dentários não estão bem estabelecidos. Este trabalho avaliou in vitro a formação de trincas em ápices radiculares submetidos à crioterapia com N2 líquido, por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Quarenta dentes humanos unirradiculares foram submetidos à instrumentação rotatória, obturados, apicectomizados, retropreparados e submetidos a 2 ciclos de N2 líquido. TCFC dos 5 mm apicais radiculares foram avaliadas antes e após a crioterapia quanto à presença e ao número de trincas completas, incompletas e intradentinais. Os dados foram submetidos aos testes de McNemar e Wilcoxon (p<0,05). Os resultados mostraram diferença estatisticamente significativa para presença de trincas completas antes e após a crioterapia (p=0,017). Houve aumento significativo do número de dentes com trincas completas de 45% para 75% após a crioterapia (p=0,017). O número de dentes com trincas intradentinais e incompletas aumentou de 20% para 22,5% e de 15% para 25%, respectivamente, mas sem diferença estatística. Antes da crioterapia foi detectada uma média de 0,5750 (± 0,7472) trincas, e após o uso do N2 líquido de 1,4083 (± 0,9042) trincas, sendo a diferença significativa (p=0,000), em virtude do aumento do número de trincas completas. Observou-se diferença estatisticamente significante no número de trincas completas nos seguintes milímetros apicais após apicectomia: “1,01 a 2mm” (p=0,005), “2,01 a 3mm” (p=0,023), “4,01 a 5mm” (p=0,020). Conclui-se que o uso do N2 líquido no ápice radicular aumenta o número de trincas radiculares, não sendo segura a sua indicação como coadjuvante em cirurgias parendodônticas para eliminação de microrganismos em lesões refratárias.

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